O desespero à marinada começou e é bem interessante observar ele, por sinal. Principalmente nas redes sociais.

A campanha de Dilma começou no estilo “Lulinha paz e amor”. Apenas mostrando as conquistas, os projetos e o sucesso de alguns dos programas de governo do PT além, é claro, de tentar ser propositivo. Não se falava em Aécio, Eduardo ou Marina Silva, nos programas petistas logo no início.

Eis que o governo começou a sofrer uma enxurrada de porradas de todos os lados. Aécio falando dos escândalos de corrupção, Marina batendo na tecla da necessidade de mudança, da sua controversa Nova Política e, é claro, pedindo pelo fim da polarização.

Entendo a mudança do panorama o PT esqueceu a estratégia de marketing que vinha adotando e passou a ser o partido combativo de sempre. A ideia de criar uma imagem de Dilma como uma boazinha, de mulher, mãe e avó foi por água abaixo. Dilma passou a aparecer como ela é, forte, dura, decidida e isso aconteceu no segundo debate.

Marina chorou e os marineiros começaram a atacar com mais raiva a Presidente. Aécio Never “ananicou-se” de vez, perdendo apoio de quase todos os nomes do seu partido, que chegaram a cogitar a vergonhosa desistência da campanha no primeiro turno, para apoiar Marina. Ele rejeitou, é verdade.

Marina, que havia disparado após o acidente fatal de Eduardo Campos, começou a querer se distanciar a imagem do falecido, por causa do caso do avião sem dono, ou comprado por empresas pernambucanas beneficiadas pelo ex-governador. A confusão permanece sob investigação de ser um crime eleitoral. Afinal, o avião não foi declarado pelo PSB na primeira prestação de contas e o seu contrato de compra é uma piada.

Agora, com a aparição dos erros estratégicos de sua própria campanha, a coisa começa a mudar. A mudança de opinião sobre o casamento gay depois das tuitadas de Malafaia; a alteração no posicionamento da candidata sobre a lei da Anistia pra logo depois receber o apoio de parte dos militares e principalmente sobre sua ideia de independência do Banco Central, Marina vem caindo pelas tabelas e Dilma, subindo. Resultado: os marineiros partiram pro ataque raivoso, antes visto apenas pelos neo-tucanos esquecidos que viraram “pombas”. Até de anti-Cristo Dilma foi chamada. Será que ela vai chorar, também?

E é até engraçado falar sobre denuncismo e mentiras petistas contra a candidata, já que nunca uma candidata sofreu tantas agressões, como Dilma, vide o absurdo “vá tomar no cu” na abertura da Copa. Sem contar nas mentiras contadas desde o ano passado, contadas à exaustão para virarem verdades,como o bolsa prostituta, fim do 13º, Friboi do filho de Lula (vale lembrar que a JBS doou dinheiro pra campanha de Aécio), o infantil #nãovaitercopa, o patético “Teremos uma Guerra na Copa”, a implantação de uma ditadura comunista (para alguns lunáticos já existe, inclusive), o enriquecimento ilícito da filha da presidente, o “contrato secreto” (que todo mundo sabia) com Cuba para a construção de um porto na ilha de Fidel com dinheiro do povo brasileiro (isso é bem diferente de um financiamento do BNDES à empresas brasileiras para atuarem lá, com contratos entre Cuba e às empresas, e não com o Brasil), a falência da Petrobras que arrecadou R$ 38,5 bilhões só no primeiro trimestre de 2014, dentre outros absurdos e sandices mentirosas que povoaram as redes sociais.

A eleição começou a esquentar e o que era “um samba de uma nota só” virou uma boa disputa.  Mas com as realizações do governo sendo mostradas na TV por mais tempo que as denúncias dos opositores, fica difícil de pensar numa derrota de Dilma.

E cá entre nós, o marketing de Dilma tá dando um show, agora.