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A campanha falida de José Serra à presidência desperta em mim algumas certezas e muitas dúvidas. Não acredito que o insucesso dele tenha sido obra de uma estratégia errada de campanha. Culpar o Luiz González pela derrocada do candidato é no mínimo mesquinho. Afinal, “Marketing é um processo social por meio do qual, pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros” (KOTLER e KELLER, 2006). Baseando-se no “pai” do marketing (já sei, falar em pai é “infantilizar” o leitor) podemos avaliar que a campanha teve o rumo CORRETO. O problema é que o brasileiro simplesmente não deseja (e nem necessita, em minha opinião) do produto que o González tem pra oferecer. Na verdade, o González fez o que qualquer outro profissional da área faria. Por exemplo, vamos fazer uma rápida análise de S.W.O.T. (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats), analisando os pontos fortes, fracos, as oportunidades e ameaças da campanha José Serra.
A campanha vem mostrando o que ele fez por São Paulo, como prefeito e governador, apresentou as suas qualidades como homem público, contou sua história vencedora de menino pobre que ficou rico, exibiu suas qualificações acadêmicas, o seu passado de luta política e estudo no exílio. Um ponto pra o González.
O Serra sempre foi candidato da Elite Paulista, mas precisa do povo pra elegê-lo nacionalmente. A campanha tentou levar ele pra um churrasco em favela (ele inventou de tirar foto da churrasqueira, queimou a estratégia). Colocou um sambão na favela, mas era uma favela falsa. Serra aparece sendo carregando pelo povo, mas o candidato saiu com cara de assustado na foto. Mudaram de Serra pra Zé, mas não colou.
A imprensa tenta desqualificar o Governo atual a todo instante. Só como exemplo, elegeram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil como sendo o maior fiasco do Governo. Só é confuso tentar entender o porquê do Lula tenha sido eleito o homem do ano de 2009 em quase todos os jornais e revistas respeitáveis do mundo inteiro. Ou ainda o Barack Obama ter tido “this is the man“, referindo-se ao chefe do Ministro Celso Amorim. Vai entender o Times, Le Monde, entre outros…
Aí é que mora o problema. O mercado era completamente desfavorável. Lula tem a aprovação de 80% da população. Conseguiu transferir 51% da sua popularidade para sua candidata. O Brasil cresce, tornou-se a quinta economia mundial, pagou as dívidas passadas e até emprestou dinheiro ao FMI. Fazemos parte do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) liga dos países emergentes no mundo, a miséria vem diminuindo no país, a classe C e D passaram a consumir mais, o povo vem comendo três vezes por dia (como desejava o Lula no início do Governo), o Bolsa Família é um sucesso e pra piorar, a estratégia do “Pai Lula” e da “Mãe Dilma” foi perfeita, cá entre nós…
Excelente post. Faz algum tempo que não leio um texto riquissimo em conteúdo. Parabéns.