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Fiquei assustado com uma reportagem do Domingo Espetacular do dia de ontem, 24 de março de 2011. Descobri que eu sou um serial-killer em potencial.
Falando do Mateus da Costa, o repórter ainda ressaltou que ele assistia ao violento filme, Clube da Luta. É complicado. O cidadão foi ao cinema com uma sub-metralhadora. Se ele estivesse assistindo à “Barbie, a Princesa da Ilha”, ainda assim teria cometido crime. Pela lógica do repórter, ele deveria ter “saído-na-mão” (do baianês, “lutado”) com os espectadores do cinema em questão.
Os jogos, no Atari (xiii… envelheci-me uns 50 anos, agora), também eram violentos. Mal feitos, mas violentos. Em Halloween, o assassino degolava a criancinha. Em Bank Heist assaltávamos bancos com um carrinho. Em Xman… Bem, melhor pular essa explicação… Depois veio a era do computador e aí piorei muito a minha conduta. Counter-strike, Doom, wolfenstein, Battlefield, Combat Arms… Dei tanto tiro que quase virei um atirador de elite.
Para piorar minha situação, minha infância-adolescência foi marcada por filmes violentíssimos. Sexta-Feira 13 (assisti a todos), A Hora do Pesadelo, HellRaiser, Halloween, Poltergeist, O Exorcista, Platoon, Rambo, Papillon, Bruce Lee’s, etc.