dinheiroSalvador é uma cidade rica. A conclusão torna-se óbvia quando notamos os infindáveis erros, más gestões que se sucedem. Na novela mexicana “O Metrô de Salvador” foi investido R$1 bi para construção de um trecho que muitas vezes é feito a pé. Com o novo atraso das obras a entrega do metrô foi marcada para outubro. Nesses sete meses o Governo de Estado da Bahia terá que desembolsar R$700.000,00 somente para o “estacionamento” dos trens. O metro quadrado do metrô de Salvador é mais caro que o metro quadrado em AlphaVille.
Somos a terceira capital do país e sofremos com problemas tão graves quanto antigos. O gargalo que se tornou o Centro da cidade, a favelização da Praça da Piedade, a falta de estacionamentos no Comércio, a ausência de incentivo a cultura e ao esporte por parte da prefeitura e, principalmente, a negligencia ante as fortes chuvas enfrentadas no nosso município. Barrancos deslizando, pessoas morrendo soterradas, diques e lagoas que transbordam, rios onde existiam ruas e tudo é assistido de forma passiva pelos baianos. O banho de asfalto tão comentado na campanha de re-eleição do Prefeito João Henrique, não agüentou o primeiro banho de chuva. O PDDU desenvolveu somente novos problemas políticos, mas se esqueceu de resolver os velhos problemas de infra-estrutura da cidade.
Mas política, religião, futebol e operadora de celular não se discutem… Como se política fosse uma banalidade. Não meus amigos, não é. Você pode gostar mais da TIM, ser judeu e torcer pro Galícia, isso não muda em nada a vida de ninguém. Mas a política sim, muda, principalmente, se a população não ficar muda.
Somos governados por aqueles os quais votamos. Se minha rua alaga, se pessoas morrem soterradas, se postos de saúde não são prioridade, escolas são degradadas e delegacias estão fechadas, isso deve ser de interesse comum. Se temos a segunda câmara de vereadores mais caras do país devemos exigir e cobrar leis que ajudem a mudar o triste quadro em que se encontra Salvador.
Nossa cidade é como um palácio com goteiras. Se fossemos um país seríamos o segundo mais desigual do mundo. Temos ilhas de riquezas cercadas de pobreza por todos os lados. Não vivo mais a utopia comunista, mas tudo de mais é sobra. Só que da nossa sobra, nada sobra aos que só tem a própria sombra. Sejamos mais politizados para sermos mais humanos. Política se discute sim, queiram os políticos ou não.