Archive for maio, 2009

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mai

A quem interessa a polêmica Dilma x Folha de SP

   Posted by: Erick Cerqueira    in Atualidades, Política

Dilma RussefA fraca memória do povo brasileiro é algo interessante. Em setembro de 2006, uma bomba estourava nas redações por todo o país. O assessor especial da Presidência, Freud Godoy, saía do anonimato do cargo de segundo escalão para o estrelato dos escândalos políticos. Seu crime era ser o mandante da criação de um dossiê onde o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, era acusado de estar envolvido com a máfia dos sanguessugas. Lembram? Na época, a grande imprensa não se importou muito com o possível envolvimento de Serra com o esquema descoberto pela Polícia Federal. Todos se concentraram em descobrir provas sobre o envolvimento de Freud, ou Froude, na compra de informações privilegiadas junto a Polícia Federal. Afinal, eram 1,75 milhão de reais por um documento. A BBC Brasil divulgou uma previsão do cientista político João Paulo Peixoto, onde as denúncias ao assessor do presidente não afetariam na eleição de Lula sobre Alckmin e ele deveria vencer ainda no primeiro turno. Isso não aconteceu. Mas porque ressuscitar esse caso, a tanto esquecido? Quem se lembra de Freud ou de sua contribuição para a campanha adversária? Eu lembro. Lembro que na época, a imprensa, inclusive a Folha, procurava atribuir ao Presidente da República e a seus candidatos a governos estaduais, a responsabilidade pela criação desse dossiê. Eliane Cantanhêde, coincidentemente da Folha, escreveu um texto a ser lembrado agora. O título: A quem interessa? Em sua obra ela procura culpar Lula pelo caso do dossiê. Só para relembrar:

 ”(…) Se aparecer algo contra Serra, a PF vai mostrar e a imprensa vai divulgar. Mas o que há até agora, mais uma vez, é o PT jogando sujo e, depois, se virando para livrar a cara de Lula. Na eleição pode colar. Mas a história não acaba aí. Se vier, o segundo mandato virá com “esqueletos no armário” pavorosos. (…)”

Notem que era o PT jogando sujo no dia 21 de setembro de 2006. E agora? A quem realmente interessa esse escândalo falso e ridículo orquestrado pela Folha? A mesma defensora da moral e dos bons costumes de 2006 parece ter esquecido o seu próprio passado e infelizmente o “esqueleto no armário” tomou corpo contra seu criador, assim como o monstro de Frankstein. A Folha não errou, ela acertou em cheio. Criou a imagem da ex-guerrilheira que almeja ser a primeira mulher presidente do país. Só que a época da Folha passou. Vivemos na era da informação em Real-time e seus “erros” são mais facilmente desmascarados pela internet. Por isso, caro leitor, pergunte-se somente uma coisa: a quem interessa? Com isso teremos a certeza que o “jogo-sujo” de Cantanhêde é muito mais sujo do que parece. Envolve mentiras, tráfico de influência e meras erratas de cantos de páginas. Se Dilma fez guerrilha, a Folha ainda o faz.

Por Erick da Silva Cerqueira

Link para matéria “A quem interessa?”

http://arquivoetc.blogspot.com/2006/09/eliane-cantanhde-quem-interessa.html

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Ética e indignação

   Posted by: Erick Cerqueira    in Atualidades, Política

corrupcaoA palavra “ética” vem do grego ethos e tem seu correlato no latim morale, com o mesmo significado: conduta. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas. Porém, apesar de sinônimas, são completamente desconhecidas em um longínquo local chamado Brasília. Obviamente, não me refiro ao povo de Brasília, e sim, aos ilustres moradores da Praça dos Três Poderes. Talvez, agora, com o apoio da reforma ortográfica, essa palavra passe a figurar entre os verbetes do dicionário desses nobres brasilienses honorários.

Depois de tantas denúncias, escândalos, mensalões, castelos, cuecas, anões do orçamento, pasta rosa, aquilo roxo e operações glamourosas da Polícia Federal, os nossos ilustres representantes estão indo buscar know-how internacional. Para tanto, os pobres deputados, tão ligados às suas famílias, estão levando-as junto consigo para ajudar a vencer a triste solidão sentida por aqueles que acabam deixando sua pátria em nome dos interesses públicos. Pena que todo esse amor familiar seja sustentado por nós, pobres contribuintes e eleitores brasileiros.

Mas até quando irá esse mau-caratismo sem tamanho? Esse caradurismo desassombrado e impunemente executado a cada dia?

Até sempre. No Brasil, as coisas funcionam de forma contrária. É comum ver vereadores desfilando com pose de celebridades nas capitais e, principalmente, no interior do nosso país, com ar de empáfia e desdém pelas pessoas mais humildes. Justo eles, eleitos pelo povo para representar o povo, acabam por se esconder atrás de gravatas e mesas luxuosas para legislarem, quase sempre, em causa própria.

Ainda há tempo

A farra das passagens aéreas, tão divulgadas, é hoje apenas um futuro ex-assunto. Daqui a alguns meses estará morno e assunto morno não vende jornal. A imprensa, atual inimiga pública número um dos políticos, acaba fazendo o papel da Polícia Federal e investigando os nossos representantes eleitos. Mas esse não é o papel da imprensa e, por isso, acabamos deixando no esquecimento os erros dos nossos legisladores quando a matéria “esfria”.

O pior é ter que admitir a “uníssona imagem” dos políticos na mente do povo brasileiro. São todos canalhas, corruptos, ladrões, traficantes de influência, praticantes de licitações ilícitas e acabam sempre se beneficiando do dinheiro público. Entre passagens aéreas, subornos, lobbies ilegais, aumento dos próprios salários, auxílio-paletó, ausências nas plenárias sem mídia e presenças mudas no Congresso vão se passando os dias, meses, anos e junto com eles a indignação do povo, que passa a ver como “normal” a prática de tantos atos ilegais dentro do âmbito público dos três poderes.

Por isso, proponho um ato de repúdio aos nossos governantes. Vamos mandar e-mails sobre moral, ética, bons costumes e powerpoints bonitinhos aos nossos governantes a fim de sensibilizá-los. Enviaremos matérias sobre a violência das cidades grandes, o descaso da educação, o abandono da saúde pública, a imoralidade da falta de saneamento básico e os desvios de verbas federais dos programas de assistencialismo. Vamos mostrar a eles que ainda existe tempo de mudar a história, de mostrar ao Brasil que Brasília tem jeito. Vamos tirar o Congresso do CQC e do Casseta e levá-lo ao Jornal da Record e ao Band News. Chega de palhaçada e brincadeiras onde projetos deveriam salvar vidas. Não percamos o nosso poder de nos indignar ante tanta patifaria parlamentar e descaso com a situação do outro.

Mas antes de tudo isso, é necessário a inserção de uma simples palavra no dicionário dos nossos governantes: ética.

 Fonte: Observatório da Imprensa

 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=535FDS010

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A difícil arte de conviver

   Posted by: Erick Cerqueira    in Humor

guernica2A arte mais difícil de todas é o convívio humano. Conviver ou lidar com o próximo, muito próximo, é coisa que poucos conseguem fazer sem sair arranhados ou arranhar a alguém. Mas, infelizmente, o homem é um ser sociável e precisa conviver com outros, então o que fazer?
Primeiro é necessário entender o que é o convívio.
Conviver é o conjunto de manobras e ações que precisamos estabelecer para viver muito tempo junto a outros, em bandos, em grupos, em sociedade. Dentrte esses grupos destacam-se a família, escola e o trabalho. Por isso, por uma questão didática veremos um-a-um a partir de agora.

Família é bom no retrato
O nosso primeiro bando é a família. Nesse ambiente acolhedor é onde aprendemos o significado de palavras como amor, respeito, carinho e compreensão  mas também rusgas, ingratidão, desavenças, traição. Atire a primeira pedra aquele que nunca brigou com um primo ou discutiu com um tio ou um irmão.
O convívio constante gera o conhecimento do outro e salienta os seus defeitos. Isso é plenamente notado no casamento, onde descobrimos os defeitos da namorada, a falta de paciência dela com questões corriqueiras (como a toalha na cama), o mau-humor ante uma partida de futebol no domingo, a cara fechada quando retornamos tarde da noite das baladas com os amigos e principalmente quando descobrimos que elas não acordam com o cabelo arrumado e maquiadas todos os dias.

O trauma da Escola
O segundo grupo ao qual precisamos paciência é a escola. Esse local onde crianças e jovens aturam professores chatos, aulas monótonas e disciplina rígida imposta por desconhecidos é o habitat ideal para as confusões. Coleguinhas espancam coleguinhas, colam seus cadernos, amarram seus cadarços na cadeira, beijam a namorada alheia, se espancam no futebol nos intervalos e criam os seus primeiro bandos organizados. É a galera da 5ªA contra a galera da 5ªB.

O pior dos habitats
Saindo da escola muitos acabam caindo no campo mais ardiloso da vida. O trabalho.
Esse ambiente repleto de bichos-homens, bichos-mulheres e bichos-homos, é  a maior diversidade de adversidades do planeta terra. Os seres ali implantados são os mais difíceis de serem aturados e entendidos, mas pra facilitar, farei um pequeno glossário. Esse glossário é uma uma tentativa de qualificá-los individualmente, mas nada impede de vermos seres com características de topos esses tipos reunidos em um só.

Colegas bonzinhos
São seres empenhados em resolver suas tarefas, se dar bem com a maioria dos colegas e ficar longe das confusões. Porém, como toda árvore que dá bons frutos, é constantemente alvo de pedradas por parte dos outros. Normalmente são facilmente irritados e não conseguem compreender os outros, por isso é um ser bomba, que pode explodir a qualquer momento. Dificilmente ocupam cargos de chefia por causa das intrigas dos outros tipos junto ao chefe.

Colegas preguiçosos
Esses não estão nem ai e nem estão chegando. Costumam ser pontuais, chegam e saem no horário, mas passam a maior parte do dia jogando paciência no computador, no orkut ou msn. Cumprem os horários mas quase não produzem. Seu nome científico é funcionarius publicus modernus. Existem em quase toda empresa privada ou pública. São seres inofensivos e costumam ser bem sociáveis.

Colegas puxa-sacos-honorárius
Esse é o ser mais comum em repartições. Normalmente são “muuuito” ligados ao chefe. São alpinistas profissionais e estão sempre visando o local do cortejado. São audazes fofoqueiros e estão sempre por dentro da vida alheia para poder colher informações úteis para passar ao seu superior. São ardilosos, disfarçam-se de bonzinhos de início, mas sua máscara costuma cair muito rápido. São ferozes e peçonhentos e é necessário cuidado com eles, pois suas intrigas chegam rápido nas mãos de quem decide o futuro do próximo. Tipo muito perigoso mas facilmente identificável.

Colegas nadas-superiores
Esse é o caso clássico do síndico que pensa que é dono do prédio. São seres de origem humilde, galgando cargos muito rapidamente, que acabam por se achar mais importante do que deveriam. Costumam tentar questionar ordens do chefe ou atribuir a sí próprio as benécies concedidas pelo seu superior aos outros colegas. Seu habitat é o setor administrativo-pessoal. É uma espécie inofensiva e fácil de ser manipulada. Basta deixá-lo acreditar da sua pretensa ilusão de ser “superior hierarquicamente” e ele pode ser mantido no seu lugar. Não são Nada, mas se acham Superiores.

Conclusão
Por tanto senhores esses são os principais tipos de “colegas institucionais”. Agora com esse conhecimento, tente traçar uma linha de raciocínio e ver onde você se encaixa. Talvez, com o problema sendo exposto de forma tão clara, fique mais fácil prever qual será o seu remédio para curar-se de seu problema. Também é aconselhável traçar o perfil dos seus colegas atuais para ajudar a se prevenir dos peçonhentos e se adequar a realidade dos outros. É importante também traçar o perfil do seu chefe, pois a depender do seu estilo pode sofrer mais ou menos influências dos seus colegas. Mas os Chefes serão abordados em outro artigo.
Boa sorte pessoal na difícil arte da convivência.
“Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência” (ou talvez não…)

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