16
ago

Manipulação da mídia e covardia na política

   Por: Erick Cerqueira   in Política

Presidenciáveis. Pela ordem de intenção de votos

Sei que havia prometido não falar de política no meu site. Mas os últimos acontecimentos andam me deixando indignado ante tanta sordidez e desprezo pela inteligência alheia, que resolvi escrever essas mal traçadas linhas.

Dessa vez, quem está com medo sou eu, dona Regina Duarte. O desespero se espalhou pela imprensa. As capas da Veja e Época são verdadeiros átimos desesperados da imprensa do psdb-demo. A campanha saiu do horário gratuito muito antes de entrar. Nem a última grande cartada das organizações Globo deu jeito. Os ataques irados do Bonner contra a candidata Dilma foi algo tão escancarado que até o Hommer Simpson (como ele classifica “carinhosamente” os espectadores do jornal nacional de SP), conseguiram perceber as suas intenções políticas. Foi algo tão explícito que envergonhou até a sua esposa, que ao vivo, teve de pedir calma pra ele em no horário nobre da emissora dos Marinhos. Depois tentaram usar Marina Silva como bode-expiatório para falar, de novo, sobre o mensalão do PT. Mas aquela seringueirazinha é um espetáculo de mulher e com toda classe do mundo, procurou driblar o ódio e falar sobre suas ideias para o futuro do Brasil.

O “grand finale” foi com o chef… digo, o Serra. Fizeram de tudo pra ele se dar bem. Falaram do mensalão do PT (de novo), esqueceram do mensalão do DEM, não citaram o caso do Arruda (um dos ex-vices do Serra), criticaram de forma tímida, como a pedir uma resposta a população sobre o Índio da Costa e pediram perdão mil vezes, antes de interromper a fala do “”menino de origem humilde, filho de feirante analfabeto, que carregou caixa na cabeça na infância, foi exilado pro Chile na época da ditadura, fez os genéricos e o combate a AIDS”. O discurso vazio e decorado do tucano é cada vez mais óbvio. E deu no que deu. Nem o Datafolha, último aliado a tentar estrangular números para manter o “Zé” na frente da Dilma nas pesquisas conseguiu manter a farsa e pé.

Resultado: capa da Época com a foto da Dilma fichada na ditadura e falando sobre o “guerrilheiro” passado da candidata. A mesma foto usada na ficha falsa da Folha de São Paulo, lembram? Em marketing diríamos que os pontos fortes do candidato são tão fracos que é melhor evidenciar os fracos da opositora. Mas mesmo assim o Zé ta fadado ao fracasso.

O preconceituoso e arrogante Noblat

Comentário infeliz no seu Blog.

O Ricardo Noblat já jogou a toalha, também. Em seu texto preconceituoso (como virar o jogo?) acusou os nordestinos de chamar o Lula de Pai e disse que em eleição nem sempre vence o melhor, e sim, faz-se a vontade da maioria. Ou seja, o melhor pra ele, não está na frente. E como não é o melhor dele que vence, a maioria (o povo) vai dar a vitória a Dilma. Além de preconceituoso o camarada Noblat foi extremamente arrogante. Será que ele achou que o povo errou quando elegeu o Collor? Não. Mas errou quando elegeu o Lula. O Noblat não tem culpa. É pago para isso. Talvez nem vote 45, mas é obrigado a criticar o 13. A política da mídia é cada vez forte. E se o Serra perder no primeiro turno? Culparemos os ignorantes nordestinos que evitaram de “salvar” o país. Noblat, que infelicidade.

É triste ver a (o) Globo, a Editora Abril e a Folha de SP jogar tão sujo numa eleição pra presidente. Desde a tendenciosa edição do debate de 89 não se via tanta sujeira na imprensa golpista. O fato é que ainda vão arranjar alguma coisa pra sujar o nome da petista. Talvez uma foto dela com uma AR-15 na mão, um diploma falso de faculdade (cadê o diploma do Serra, falando nisso?), uma mulher que teve um caso amoroso com ela no passado ou um filho abandonado na periferia de Belo Horizonte. Fora isso nada mudará essa eleição. Serra não tem nada a oferecer ao Brasil, a não ser a mídia sulista e preconceituosa, como ele, que afirmou em sua entrevista que o seu candidato a vice era bom e ainda por cima, era do Rio de Janeiro (ou seja, melhor que o resto do país).

Dilma nunca me empolgou e até hoje, não havia feito um texto escancarado ao seu favor. Mas covardia pra mim é algo inaceitável. Ainda mais contra uma mulher…

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8
ago

Ao Pai que todos gostariam de ter…

   Por: Erick Cerqueira   in Pessoal

Nós e EleNão sei falar de meu Pai sem chorar. Bem como não sei vê-lo sem rir. Mas vou tentar falar sobre o Dia dos Pais.
Vi na TV o Fábio Jr chorando ao falar do filho. Do quanto é bom ouvir as pessoas elogiando sua cria. E pensei: será que o filho do Fabão ouve tantos elogios a respeito do seu Pai, como eu ouço a respeito do meu? Tenho minhas dúvidas. Então resolvi comparar, afinal o Fábio Jr é um dos ídolos do meu pai.

Meu Pai casou uma vez. O Fabão casa bienalmente.

Fábio Jr canta Caça e Caçador. Meu Pai já sabe até o número da música no videokê (e a família também, 3036).

Meu Pai não fuma e não bebe. Fabão faz os dois.

Fabão teve as algumas das mulheres mais lindas do mundo. Meu Pai casou com a mais linda e melhor de todas.

Meu Pai joga bola. o Fábio Jr jogador é outro.

Meu Pai é BAÊÊÊÊÂ, cara. Não sei se o Fabão é rubro-negro…

Meu Pai fala cinco idiomas. Fábio Jr eu só vi cantar em inglês.

TODOS ELOGIAM MEU PAI. O Fabão  sofre algumas críticas.

Meu Pai transforma as pequenas coisas ruins em grandes coisas maravilhosas. E o Fabão, não.

Mas antes que comecem a dizer que estou sendo tendencioso para um dos lados, o Fábio Jr vence meu Pai em um critério. Ele fez e interpretou a música “PAI”. Uma das maiores composições da MPB e uma tradução fiel daquilo que representa o Sr. Ruy Fernandes Cerqueira em nossas vidas.

Agora que as lágrimas já rolaram, deixo o derrotado Fábio Jr homenagear aquele que sempre foi meu herói e hoje é mais muito mais que um amigo. Um exemplo de vida irrefutável e uma dádiva concedida para quatro privilegiados jovens, que podem ter o orgulho de chamá-lo de PAI.

Feliz Dia dos Pais, a todos os Pais do mundo. E em especial, é claro, ao melhor deles. O meu, é claro! (foi mal, Fiuk)

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28
jul

O passado explica mesmo o presente

   Por: Erick Cerqueira   in Política

Devo estar mesmo ficando velho.

Eu e a matemática

Essa constatação chega quando nós começamos a ficar saudosistas e falar sobre os velhos tempos. E, como diria minha mãe, eu já sou um jovem senhor no auge dos meus trinta e poucos anos. Sou do tempo onde se estudava Educação Moral e Cívica nas escolas, o famoso EMC. Nessa disciplina aprendíamos sobre a “Gloriosa Revolução Militar de 64″. A Geografia nos ensinava que a água era uma fonte renovável e inesgotável da natureza. Na Matemática nunca aprendi o porquê do “X” dar tantas voltas para no final ser considerado igual a zero. Jamais entendi o objetivo de estudar a tabela periódica, já que sempre usávamos o “H” e o “O” somente. Porém, sempre gostei mesmo foram das aulas de História. Em especial, uma professora, chamada Maria das Graças. Ela tinha o dom de explicar o presente com o passado, como uma cartomante invertida. E aquilo me fascinava, mas nunca disse isso a ela.

Mas isso são os velhos tempos, onde eu achava que estudar era sinônimo de decorar para passar e pronto. Tempos onde aprendi coisas que nunca usarei na minha vida e nem sei nem porquê lembrei disso. Vou falar de política atual.

Do EMC à manipulação da mídia

O cenário político atual é muito diferente do tempo em que estudei, lá no início dos anos 80. Hoje, a “Gloriosa Revolução de 64”, é mais conhecida como o “Golpe Militar de 64″, onde temos a plena convicção das atrocidades feitas contra aquele que se rebelava contra o poder armado e constituído. Contudo, uma coisa é latente. Ainda hoje tentam manipular a nossa mente com informações falsas, ou simplesmente, distorcidas para melhor aproveitamento delas. O “X” ainda peregrina muito para virar zero. Porém, atualmente dá muitas voltas a mais. As pesquisas sobre as intenções de voto para eleição do Presidente da República (algo também inexistente na minha infância), possuem um dispositivo legal chamado “margem de erro”, onde as vezes 8% pode ser igual 12%. Os idôneos institutos de pesquisa, apesar de avaliarem praticamente o mesmo público, divergem de forma abrupta quanto aos resultados. Em um deles, a candidata “A” possui 36% e o seu adversário “B” possui 37%. Logo, A<B. Já no outro, “A” é igual a 41% e “B”, que era maior, aparece com 33%. Aí é que “X” vai ximbar (do baianês: se dar mal)  pra ser igual a zero. Se B-A=1 e depois A-B=8 como é que “X” vai ser igual a zero, pelo amor de Deus? Fundi minha cuca. Talvez a matemática precise da Geografia. “A” é menor que “B” no sul, e maior no resto do país. Pronto, assim fica fácil.

Graças à Maria das Graças

A Gloriosa Revolução de 64

A Gloriosa Revolução de 64

Profª Graça me ensinou que o passado explica o presente. Como naquele tempo os livros eram desenvolvidos para agradar à Extrema Direita no poder, hoje a imprensa e seus apaziguados Institutos de Pesquisas fazem o mesmo para levar a realidade deles à opinião pública. O problema é entender as nomenclaturas atuais. A Gloriosa Revolução de 64 pode ser entendida como “o Brasil pode mais”. A ameaça “comunista que come criancinhas”, tornou-se Radicais ou ex-terrorista assassina. Façamos agora como o Telecurso 2º grau. Vamos pensar: qual foi a principal justificativa para instauração do Golpe de 64? Lembram? Resposta: evitar que a ameaça “Vermelha”da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) tomar conta do país.

Bem, a água não é mais um recurso renovável inesgotável, a tabela periódica só usei na minha vida fazendo Palavras Cruzadas, nunca entendi a utilização prática do cateto adjacente sobre a hipotenusa (co-seno), jamais compreendi a necessidade de decorar os afluentes da margem esquerda do Rio São Francisco e fico frustrado ao pensar que nunca usarei os meus conhecimentos sobre citoplasma desenvolvido nas aulas de biologia. Mas àquela magrinha-branquinha, chamada Profª Maria das Graça, da Escola Angelina Assis, serei eternamente grato. O passado explica mesmo o presente. Em época do remake da novela Tititi e de dezenas de re-gravações musicais, acho que a Gabriela Duarte poderia fazer o papel da mãe no vídeo MEDO, produzido na campanha presidencial de 2002. Fica a sugestão para os tucanos. E abaixo, o vídeo catástrofe que felizmente não deu certo.

E a esperança venceu o medo…

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