29
jun

A força dos 140 caracteres

   Por: Erick Cerqueira   in Comunicação

O Twitter é a nova “onda” dos navegantes da internet. Todo mundo está twittando. O Paulo Henrique Amorim passou o jogo do Brasil mandando mensagens sobre o jogo e o Galvão Bueno. Kaká foi flagrado twittando em pleno estádio, durante o mesmo jogo. Uma febre.

Dessa epidemia que se tornou o microblog, como é pejorativamente chamado o Twitter, surgiu um eficiente e revolucionário meio de comunicação. As mensagens, postadas nos blogs e sites, passaram a ser divulgadas através do Twitter. E o mais incrível, aconteceu. A Rede Globo de televisão foi afrontada pelos usuários do Pássaro Azul.

A campanha “Cala boca Galvão” não é apenas uma crítica ao mais importante locutor esportivo da emissora. Ela é mais ampla. Quando o técnico Dunga xingou o Alex Escobar na coletiva à imprensa, após o jogo contra a Costa do Marfim, os twitters foram à loucura. Dunga nunca foi tão apoiado pelo povo brasileiro quanto naquele momento. Milhões de mensagens de apoio ao treinador da Seleção surgiram no microblog e dessa vez o Cala a Boca teve outro alvo: Tadeu Schimdt. Mas agora com uma repercussão apenas nacional. O Tadeu ficou em 1º lugar no ranking do Twitter brasileiro, o TT BR (Trendings Topics – Brazil), sem direito a pedir música.

Concorrente bate recorde

Depois de mandar o Galvão e o Tadeu calarem a boca, os twitters foram além. Lançaram a campanha Dia Sem Globo onde os usuários deveriam assistir ao jogo entre Brasil e Portugal, dia 25 de junho de 2010, no canal concorrente: a Band. Mas ai, o sucesso e o fracasso andaram lado a lado.

O DiaSemGlobo fracassou. Fernanda Paes Leme entrou no TTs BR e chegou ao topo da lista. A bela atriz roubou a cena e o seu parentesco com o Galvão Bueno foi muito comentado. Além, é claro, da sua total ignorância futebolística nos comentários. Porém com um sorriso daqueles, quem precisa entender de futebol? A Globo conseguiu três pontos a mais de audiência em relação ao jogo anterior. Ou seja, os números e os comentários sobre a bela atriz, demonstraram o fracasso da campanha. Será mesmo?

A Band, única concorrente da TV aberta a transmitir os jogos da Copa, também teve um crescimento e bateu o recorde de audiência nessa Copa. A emissora do Luciano do Vale teve 13 pontos de audiência e em termos de share (porcentagem de televisores sintonizados dividido pelo número total de TVs ligadas) obteve o único número favorável. No primeiro jogo do Brasil, a Globo obteve 75% da audiência contra 17% da Band. No DiaSemGlobo a Vênus Platinada caiu para 67% contra 20% de TVs que ouviram a narração do Luciano do Vale.

Surgirá o VidaSemGlobo?

Longe de mostrarem uma queda vertiginosa da empresa que justifique o sucesso da campanha, os números ajudam apenas a chegar a uma conclusão. Surge uma nova forma de se expressar.

Nunca antes na história desse país, diria o presidente Lula, houve uma manifestação tão grande contra uma emissora. A Globo ainda lidera com folga. Mas agora a programação da emissora e suas atitudes passaram a ser questionadas de forma mais contundente e ampla. Bastou o Carlos Alberto de Nóbrega não tirar o chapéu para as novelas globais, no programa Raul Gil do SBT, e o seu nome surgiu no topo dos TTs BR com mensagens de apoio ao comediante da Praça.

Porém, existe o outro lado da moeda. A Rede Globo está sendo amplamente questionada e criticada. Com isso seu conteúdo não sai dos TTs BR e o Galvão apareceu até no New York Times, graças ao Twitter. É o efeito colateral de uma repercussão. O famoso: “Falem mal, mas falem.”

Por isso, o DiaSemGlobo teve uma importância muito mais conceitual que numérica. Os internautas estão se mobilizando, demonstrando seus pontos de vista e aprendendo a fazer campanhas contra a mais importante emissora do país. A opinião pública não está sendo construída, como antes, nas reuniões de pauta da Central Globo de Jornalismo. O William Bonner não pode mais chamar seu público de Homer Simpson sem uma resposta imediata. E a resposta não vem a cavalo, mas sim, nas asas de um passarinho azul com 140 caracteres e na alta velocidade da banda larga.

Não é o Ibope que irá dar o veredictum sobre o DiaSemGlobo. Só o tempo dirá. Quem sabe surgirá em breve o #VidaSemGlobo? Afinal, como diria o mestre Bob Marley, “Se vocês são a grande árvore, nós somos o pequeno machado. Amolados para derrubá-la. Preparados para derrubá-la.”

Erick da Silva Cerqueira
No Observatóro da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=596FDS002

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27
jun

Falta um cérebro no LanceNet

   Por: Erick Cerqueira   in Notícias

Quando a imprensa é tendenciosa, não tem jeito. O Enviado Especial do LanceNet, Nelson Ayres, fez uma análise absurda sobre uns números da Seleção Brasileira no jogo contra Portugal.

O “enviado” começa o texto falando sobre a importância do meio de campo para criação das jogadas em qualquer time, usando o clichê “cérebro da equipe”, com se fosse uma grande novidade. Depois expõe sua inusitada opinião: “É justamente neste quesito que a Seleção Brasileira vem mostrando um pecado que ainda não foi mortal nesta Copa do Mundo, mas pode complicar a equipe nas próximas fases: sua ineficiência”. Diante dessa afirmação catastrófica o enviado nos alerta para os 26 passes errados do meio de campo da Seleção no jogo contra Portugal. Acrescenta ainda que de acordo com a FIFA o Brasil é uma das piores seleções em lançamento do torneio. Está em 18º lugar, o que, segundo ele, é um dado preocupante. Afirma também que os números não mentem e eles nos mostram que Gilberto Silva foi o jogador que mais errou.

Agora, diante dessas terríveis estatísticas e da interpretação do “enviado”, vamos olhar os números com mais frieza.

O meio de campo da Seleção não errou só 26 passes. Foram 31, na verdade. Porém, o que o “enviado” não nos diz, é que o mesmo meio de campo acertou 282. Ou seja, erraram apenas 11% dos passes. Gilberto Silva errou 14 passes e foi o que mais erros cometeu. Porém, o Gilberto executou 91 passes, quase o dobro do Daniel o segundo jogador que mais passou a bola. Então, o meia pentacampeão, errou apenas 15% dos passes.

Quanto aos lançamentos, realmente foram poucos. Contudo, caso o “enviado” não saiba, as seleções européias costumam jogar com muitas bolas alçadas na área, e as sulamericanas preferem colocar a bola no chão. Provavelmente o Brasil deve estar atrás da França e da Itália nessa estatísticas, mas elas não vão mais cruzar bolas na área de ninguém.

Enquanto ao jogo de Portugal, onde o Brasil jogou contra 10 zagueiros e um metro-sexual no ataque, Dunga colocou 6 reservas em campo. E longe de culpar esses que entraram em campo sem ritmo de jogo e sem entrosamento, pensemos que o Brasil empatou com uma das favoritas ao título. No mais, é intriga da imprensa, cada vez mais frustrada com o sucesso do seu desafeto, o técnico da Seleção Brasileira. Mas, bola pra frente, pois só erra, quem toca.

Se falta um cérebro, deve ser no LanceNet pra enviar um “enviado” desses pra África do Sul. Os números comprovam ineficência do setor criativo brasileiro.

(veja aqui a matéria do enviado)

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23
jun

Ana Maria Braga contra Quem? A Globo!

   Por: Erick Cerqueira   in Humor

O problema de deixar de ver televisão ficar meio perdido, às vezes. Hoje, por imposição das mulheres da casa, tomei café assistindo o final do “Mais Você“. Em minha opinião, o pior programa da Globo, salvo apenas, pelas sacadas do Louro José. Vi a Ana Maria Braga chorando, com voz trêmula e tremendo. Pensei, morreu outra cachorrinha dela, coitadinha… Mas não era isso.

A apresentadora do “Mais Você” estava falando sobre um problema dela com uma revista, dessas de fofocas, que todo mundo critica, mas já existem aos montes nas bancas. Segundo Ana, a revista sem qualidade apresentou inverdades sobre o fim do seu relacionamento. Ana Maria Braga afirma que não teve um caso com o seu professor de dança, Renato Zóia. A apresentadora disse ainda, contendo as lágrimas para não borrar a maquiagem, que só deve satisfação aos seus filhos e que iria processar essa Revista “sem qualificação”. Mas, pensemos um pouco: a revista era a “Quem”. Uma revista especializada em fofocas da própria editora Globo. Seria a Globo contra a Globo?

Bem, continuando a história. Como as mulheres da casas não deixaram eu ouvir o desabafo da Ana Maria, fui pra internet me inteirar e tentar entender se era isso mesmo. E era. Fui ao Twitter pra ver mais sobre o assunto e  me deparo com outra campanha. Descubro no Twitter o #DSG. Traduzindo, o “Dia sem Globo“. Um movimento dos usuários do microblog que visa influenciar a todos a não assistir o jogo do Brasil contra Portugal, nessa sexta (25/6/2010), na emissora do Galvão. Tem até um cartaz, ai ao lado, sobre a campanha. A coisa tá engrossando…

O Twitter vai acabar se tornando o inimigo público número 1 da Rede Globo. O CALA BOCA GALVAO, surtiu um efeito mundial, chegando ao The New York Times. Não bastasse essa brincadeira, o Dunga chamando o repórter Alex Escobar de “cagão”, levou os twitters à loucura. Um “orgasmo cultural”, diria meu amigo Wilson Bizerra. Depois o Tadeu Schmidt foi defender o colega no Fantástico e…  CALA BOCA TADEU SCHMIDT pra ele também.

Agora até a Ana Maria Braga, se volta contra a Globo. Onde esse mundo vai parar? E se a Globo não conseguir eleger o Serra, agora em outubro? Será que ele também vai entrar na próxima campanha #DSG?

Acredito ter ficado longe demais da principal emissora do país (graças a Deus). Mas, pra finalizar esse texto, não poderia deixar de falar da banda Quanta Ladeira. Um grupo pernambucano que fez uma “singela homenagem” à emissora do PlimPlim. Afinal, a Globo tá demais…

Divirtam-se:

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